Battista Mombrini
Battista Mombrini (10 de janeiro de 1944, Treviglio, Bérgamo, Itália) é um pintor e escultor italiano.
Biografia
Nascido em uma família composta por Mario Mombrini e Agnese Possenti, o artista desenvolveu sua base educacional no colégio de San Pietro Seveso antes de mergulhar definitivamente no universo das artes plásticas. Sua trajetória foi consolidada na efervescência cultural de Milão, onde frequentou a prestigiada Academia de Brera e marcou presença em diversos museus e galerias locais. Durante esse período formativo, sofreu influências marcantes de mestres como Aldo Fornoni e Paul Frosecchi, além de ter exercido um papel de liderança ao cofundar o “Grupo” junto aos irmãos Villa, iniciativa que reuniu novos talentos da cena artística milanesa.
Ao estabelecer seu próprio estúdio em Treviglio, local onde mantém suas atividades até hoje, Mombrini deu início a uma produção que, a partir de 1968, priorizava o retrato, o nu e a paisagem. No entanto, sua linguagem visual passou por uma metamorfose significativa no final da década de setenta, migrando para uma estética neo-cubista muito particular. Essa nova fase foi apresentada internacionalmente em importantes centros como Londres, Paris e La Chaux-de-Fonds, onde suas obras começaram a incorporar nuances sociológicas, culminando em exposições posteriores na Bélgica, especificamente na Galerie Boicote, em 1986.
Além da criação artística, os anos oitenta revelaram sua faceta como mobilizador cultural em Treviglio. Ele foi peça-chave na fundação da Associação Pro Loco e idealizador da exposição “Pintores da Via Sangalli”, evento que transformou a cidade em um polo de celebração popular e artística, sendo carinhosamente apelidado de “Pequena Bagutta”. Após um hiato de 25 anos, o artista fez questão de reviver esse festival em 2013, reunindo quase uma centena de expositores. Paralelamente, sua presença em castelos e instituições de luxo, como o Castelo Visconti e a Maison de l’Amérique Latine em Mônaco, reiterava seu prestígio no circuito europeu.
A relação de Mombrini com o Brasil tornou-se um capítulo fundamental de sua biografia a partir de 1998, quando foi convidado para homenagear o legado de Irmã Dulce. Em Salvador, ele imortalizou sua devoção e técnica em afrescos de grandes proporções no Memorial Irmã Dulce e no Hospital da Criança. Essa conexão com solo brasileiro se estendeu até Caraá, no Rio Grande do Sul, onde colaborou na decoração do santuário local, reforçando os laços entre sua terra natal e as comunidades de imigrantes italianos. Essa temática religiosa também ecoou em seu retorno à Itália, onde revitalizou capelas em Treviglio com a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas, antes de levar sua arte para palcos globais como Pequim, Tessalônica e Moscou.
A maturidade de sua carreira foi celebrada por nomes influentes da crítica, como Vittorio Sgarbi, que o incluiu em premiações de relevo e o selecionou para o Pavilhão Italiano da 54ª Bienal de Veneza em 2011. Seus anos mais recentes continuaram produtivos, com passagens bem-sucedidas por Thionville, na França, e participações em exibições internacionais na Villa Castelbarco. Em um de seus marcos recentes, Mombrini figurou na 1ª Bienal de Criatividade em Verona, consolidando-se como uma figura de destaque respeitada tanto por seus pares quanto por ícones da cultura italiana.
Em 12 de novembro de 2013 está incluído na lista de participantes na 1 ª Bienal de Criatividade realizada no Palexpo Exhibition emVerona 12-16 janeiro de 2014. A Bienal foi inaugurada por Vittorio Sgarbi. Na cerimônia de premiação em 16 de Janeiro entrou como convidado de honra Katia Ricciarelli.